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Brasileiro vira astro de campanhas publicitárias vendendo fotos da Copa

Sem nenhum investimento, Felipe Frazão produziu 500 imagens que foram baixadas mais de sete mil vezes

Felipe produziu 500 fotos temáticas da Copa que fizeram muito sucesso e o transformaram em um astro de peças publicitárias. (Foto: Felipe Frazão)

O brasileiro Filipe Frazão, 29 anos, nunca imaginou que a Copa do Mundo de 2014 o transformaria em um astro publicitário. Há três meses, o diretor de marketing de um supermercado em São Paulo resolveu produzir fotos temáticas para peças publicitárias e disponibilizá-las em bancos de imagem como o CrayonStock. “Eu já tinha feito isso com outras imagens que produzia em viagens, como hobby mesmo”, diz.

Em pouco tempo, o jovem encontrou seu rosto estampado em campanhas de marcas como Visa, Hyunday, Claro, Fast Shop, Ricardo Eletro, Magazine Luiza e Aliexpress, e até em outros países. “Amigos que estavam viajando me mandavam fotos de propagandas em países como Argentina e até Egito”, afirma.

Frazão não sabe o certo a razão do sucesso. Presume que seja pela sua aparência “mais comum” e expressões mais verdadeiras. “Tenho um rosto mais natural, não faço o estilo modelo”, conta.

A produção das fotos não levou quase investimento nenhum – apenas o tempo do empreendedor e de sua namorada, Fernanda Kairys. Até o momento, as 500 imagens foram vendidas mais de sete mil vezes e rendeu ao empreendedor um valor de R$ 7 mil. 

Continuar trabalhando com bancos de imagens ainda é o plano de Frazão, mas ele não está disposto a largar o emprego para se dedicar integralmente. “Depois que acabar a Copa eu analisarei outros mercados que tenham carência por fotos desse tipo”, afirma.


Fonte: http://migre.me/k866y

Por 'fama' no Instagram, usuários batalham curtida e perseguem celebridades

Uma busca rápida no Instagram por hashtags -- assuntos marcados em fotos -- que usam a expressão "follow" (seguir, em inglês) dá uma noção do desespero de milhões de usuários em busca de fama na rede social. São 138 milhões de resultados para o termo (em inglês) "me segue", além de 1,2 milhão para a sigla SDV (sigo de volta) e 382 mil para "troco likes". 

Os alvo prediletos dos caçadores de "likes e follows" são as celebridades. É comum ver entre os comentários das fotos postadas pedidos de "me segue" ou "SDV" - neste último caso, o apelo é para outros usuários que também buscam popularidade. Alguns são tão insistentes que fazem até acrósticos usando o espaço dos comentários: postam letra por letra o pedido para serem seguidos e curtidos.

Uma busca no Instagram revela a ânsia dos usuários por aumentar o número de seguidores e curtidas: são 138 milhões de resultados para o termo (em inglês) ""me segue"", além de 1,2 milhão para a sigla SDV (sigo de volta) e 382 mil para ""troco likes"".

As celebridades são o alvo predileto desses caçadores de ""likes e follows"", que ficam com as caixas de comentários lotadas desses pedidos


Além de irritante, a prática acaba ajudando a disseminar spams e dá lucro a aplicativos que prometem "bombar" curtidas e seguidores. E o pior: esses programas geralmente não cumprem o que prometem. Quando "funcionam", obrigam a seguir muito mais usuários do que aqueles conseguidos de volta. Você acaba seguindo perfis sem conteúdo interessante -- repletos de selfies, corpos seminus e até mesmo com apologia à anorexia.

Com tanta demanda, esses aplicativos quase sempre estão entre os mais baixados nas lojas da Apple e Android. Seu uso, porém, não é permitido nem recomendado pelo Instagram. Consultada pelo UOL, a rede social ressaltou que "não é vinculada [aos aplicativos] e repudia esse tipo de serviço e prática."

Por fim, o usuário pode acabar bloqueado ao adotar esses aplicativos. "Ao acessar os serviços do Instagram, o usuário concorda com os Termos de Uso proposto pelo aplicativo, e a violação das boas práticas pode causar o bloqueio da conta por tempo indeterminado", alerta a empresa.

Gato por lebre
Baixamos três aplicativos para verificar se a promessa de fama rápida seria cumprida: o InstaLikes (para aumentar as curtidas nas fotos), além do InstaFollow e o WowFollowers (para aumentar o número de seguidores). Um perfil foi criado especificamente para o "teste".

Mesmo usando aplicativos, o perfil criado para o teste ganhou apenas 14 seguidores e teve de seguir 61 pessoas para ganhar moedas

Em geral, esses aplicativos têm a mesma dinâmica de funcionamento: você precisa ganhar "moedas" cumprindo algumas tarefas e depois pode trocá-las por curtidas ou seguidores. Ao instalar os programas, você já ganha (poucas) moedas. Também é possível adquiri-las baixando aplicativos sugeridos, publicando anúncios deles no próprio perfil (e virando um spammer) ou gastando dinheiro (de verdade) para comprá-las.

Nos dois primeiros aplicativos, cem moedas custam US$ 0,99 (R$ 2,38); mil saem por US$ 4,99 (R$ 11,99). O máximo de moedas que dá para comprar são 25 mil por US$ 49,99 (R$ 120,11).  Já no WowFollowers os preços são: US$ 1,99 (R$ 4,78) para 500 moedas, US$ 4,99 para 2.000 e US$ 24,99 (R$ 60) para 10 mil.


É aqui que você se indaga: alguém vai gastar dinheiro com isso? Sim, é extremamente provável que os usuários do aplicativo paguem esses valores.

A lógica é semelhante à do "Candy Crush", o joguinho social viciante. Você quer tanto passar uma fase que apela para a compra dessa chance. Isso porque, nos aplicativos testados, você gasta muito tempo curtindo imagens ou seguindo alguém para ganhar moedas grátis. Uma curtida (ou seguida) equivale a uma moeda. Ao pagar, você pula toda essa chatice.

  • Aplicativos prometem curtidas e seguidores em troca de moedas -- mas não cumprem a troca
Dar mais do que receber
Quer ganhar dez curtidas? Gaste 20 moedas. Prefere 30 seguidores? Então são 80 moedas. Sim, a matemática não bate. Você tem que curtir muito mais e terá muito menos retorno.

Além disso, no nosso teste (no qual só usamos os "bônus" gratuitos), o volume prometido no InstaLike e InstaFollow não foi cumprido. Em vez de 30 seguidores, "ganhamos" apenas 19. No dia seguinte, o número caiu para 14. No caso das curtidas, apenas metade (cinco) apareceram na foto. No WowFollowers, gastamos 80 moedas em vão: nenhum seguidor a mais apareceu.

"Ah, mas eu posso seguir um monte de perfis e no dia seguinte dar 'unfollow'", você vai pensar. Não, não pode: você é punido com a perda de duas moedas a cada perfil que deixar de seguir nos dias seguintes.

Feed poluído

Passada a decepção de gastar nossas moedas conseguidas a tanto custo (foram centenas de toques na tela) – vem a constatação de que esse sistema é ainda pior do que pensávamos.

O feed do Instagram vira um "Frankenstein", com uma miscelânea de fotos que não refletem seus interesses. No nosso caso, em meio aos cliques frenéticos no botão 'Follow', começamos a seguir uma usuária que postava imagens exaltando a própria anorexia. 

Se o uso desses aplicativos é desaconselhado pelo Instagram e pode até bloquear a sua conta, pagar por algo (seguidores e curtidas) e não receber é outro motivo para passar longe dessas ferramentas. 

Fonte: http://migre.me/jBmdu
 
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