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"Senna" ganha prêmio de público no Festival de Cinema de Los Angeles

O documentário "Senna", sobre a vida do piloto Ayrton Senna, foi premiado no Festival de Cinema de Los Angeles como melhor filme estrangeiro eleito pelo público. O longa, de produção inglesa, foi dirigido por Asif Kapadia. A premiação ocorreu neste domingo (26).
O documentário "Senna", sobre o piloto de Fórmula 1 brasileiro, bateu recorde de bilheteria no Reino Unido, segundo o site JA.F1.

Desde que estreou, no dia 03/06, "Senna" já arrecadou US$ 614 mil (cerca de R$ 968.892 mil), batendo recorde na categoria de documentários.
Manish Pandey, produtor executivo do filme, disse ao site que a equipe está emocionada com o recorde.
"O filme 'Senna' veio para o Reino Unido e é maravilhoso ver a alegria com que as pessoas o receberam. A gente sabia que estava fazendo algo especial e é ótimo que os fâs britânicos concordem". Um documentário sobre o brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna combina a excitação das corridas em alta velocidade com um retrato comovente do homem por trás do volante, usando imagens nunca antes vistas de Senna nas pistas e fora delas.

"Senna" traça um retrato de um homem apaixonado por seu esporte e seguro quanto a seu talento, mas frustrado com o que ele via como sendo a ingerência política em um mundo onde dinheiro e tecnologia estavam ganhando cada vez mais força.

Já campeão mundial e astro global, ele lembrava com saudades seus dias de piloto de kart no final dos anos 1970 e início dos 1980, dizendo a um entrevistador que as corridas naquela época eram puras.

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Para o diretor britânico Asif Kapadia, o filme foi seu primeiro documentário longa-metragem em que ele abriu mão de apresentadores e, em vez disso, focou inteiramente sobre Senna -- no carro, nas pistas, em reuniões acaloradas de pilotos, cercado por fãs delirantes ou em casa com sua família e seus amigos no Brasil.

"Senti que havia algo de muito especial nessa pessoa", disse Kapadia à Reuters em entrevista por telefone.

Ayrton Senna reunia uma espiritualidade profunda, um relacionamento estreito com seus pais e integridade profissional com a vida de um galã mundial, e, pelo fato de demonstrar suas emoções nos bons momentos e nos ruins, conquistou o afeto de milhões de pessoas.

"Se você não o conhece, deveria conhecer", disse Kapadia, que fez o filme não apenas para os fãs do automobilismo, mas para o público geral. "Sua vida foi emocionante e inspiradora; ele combateu o sistema e a corrupção e defendeu muitas causas boas."

"Ele foi um sujeito especial, e aquilo que ele defendeu longe das pistas foi quase mais impressionante que sua genialidade como piloto."

Resenhas excelentes

As críticas ao documentário têm sido em geral de tom positivo.

"Às vezes um documentário comove você inesperadamente e deixa você sem conseguir respirar. Foi o que senti ao assistir a 'Senna'", escreveu Kenneth Turan no LA Times no início do ano.

O sucesso do projeto se deveu à cooperação da família de Senna e do diretor comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, ambos ricas fontes de imagens até então nunca vistas.

O espectador é levado para os bastidores e vê Senna defendendo a adoção de medidas de segurança em uma reunião acalorada de pilotos e saindo intempestivamente de outra quando acha que seus colegas pilotos se voltaram contra ele.

Também o vemos relaxando em barcos de luxo com sua família e namoradas, o ouvimos falando da desigualdade social no Brasil e ouvimos sua irmã contar como ele buscou apoio na Bíblia antes do no malfadado Grande Prêmio de San Marino, em 1994.

No desenlace dramático, Senna estava evidentemente insatisfeito com seu carro em um momento em que as equipes faziam experimentos com novos tipos de engenharia, e sua percepção de mau agouro só aumentou quando o piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu durante os treinos de qualificação.

O médico da Fórmula 1 Sid Watkins lembra que sugeriu a Senna que deixasse de participar da prova, mas então teve que correr para a cena do acidente fatal do piloto brasileiro no dia da corrida. Ayrton Senna tinha 34 anos.

Fala-se muito no filme da rivalidade acirrada de Senna com o francês Alain Prost, com quem o brasileiro se desentendeu com frequência e que é mostrado sob ótica menos positiva, fato que foi criticado por alguns espectadores.

Twitter já tem opção para o português

Para atender à demanda crescente de brasileiros que usam o Twitter, a ferramenta de microblog passou a disponibilizar hoje a opção de linguagem "português brasileiro".

Segundo anúncio no blog, o projeto de tradução foi feito em três dias, o mais rápido já feito pelo escritório do Twitter. Para justificar a nova configuração, o Twitter aponta exemplos da influência da ferramenta na vida de brasileiros, como a convocação de voluntários e ajuda durante as enchentes no Rio de Janeiro, no início deste ano.

O blog também cita o uso do Twitter pelos candidatos à Presidência do Brasil nas últimas eleições e o caso do consumidor que protestou, com sucesso, contra problemas de atendimento da Brastemp diante do seu refrigerador quebrado.

Para alterar a linguagem, o usuário deve acessar "Settings" (Configurações) e escolher "Português". Os outros idiomas disponíveis são: Inglês, Japonês, Chinês, Italiano, Espanhol, Turco, Coreano, Francês, Russo e Alemão.

O anúncio da nova linguagem ainda indicou perfis brasileiros ilustres a serem seguidos: Blog do Planalto (@blogdoplanalto), Luciano Huck (@HuckLuciano), Eike Batista (@EikeBatista), Neymay (@Njr92) e Preta Gil (@PretaMaria). Dúvidas em português podem ser perguntadas ao perfil @ajuda.

Fonte: info.abril

Yahoo e Hotmail sofreram o mesmo ataque do Google, diz pesquisador

Usuários de e-mail do Yahoo e do Hotmail foram atingidos pelo mesmo tipo de ataque descoberto pelo Google nesta semana, revelou a empresa de segurança Trend Micro. Embora as invasões tenham sido conduzidas em separado, elas têm algumas semelhanças.

Em um post publicado na quinta-feira (2), a companhia descreveu dois ataques similares contra o serviço de e-mail do Yahoo e do Windows Live Hotmail. “É um problema que não atingiu apenas o Gmail”, afirmou o pesquisador Nart Villeneuve. Ele acredita que contas do Facebook foram utilizadas pelos hackers para disseminar os ataques.

Segundo Villneuve, o ataque ao Hotmail aproveitou uma falha na programação. As contas dos usuários de Taiwan foram invadidas no momento em que eles abriram uma mensagem que pareceria ser do Facebook. No caso do Yahoo, os hackers tentaram invadir as contas de e-mail ao roubar os arquivos “cookie” do navegador, explicou Villneuve no post.

Na quarta-feira (1), o Google revelou que hackers desconhecidos, aparentemente vindos da região central da China, tentaram invadir contas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, incluindo autoridades importantes do governo norte-americano, ativistas chineses e jornalistas.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que o FBI abriu uma investigação para apurar o ataque. A secretária de Estado, Hillary Clinton, qualificou as acusações do Google à China como muito sérias. "Esperamos que o governo chinês dê uma explicação", disse Clinton, em comunicado.

Em Pequim, Hong Lei, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, negou as acusações. "Os ataques são um problema internacional do qual a China também é vítima. As acusações dos supostos ataques são totalmente infundadas e têm motivos ocultos", manifestou Hong.

Fonte: G1, São Paulo

Computação corporativa: 5 perigos nas mídias sociais


Malwares e comentários infelizes de funcionários estão entre os principais problemas. Política clara e treinamento ajudam a evitar crises.

Plataformas sociais como Twitter, Facebook e LinkedIn são cada vez mais usadas por empresas interessadas em aprimorar a comunicação com seus clientes, engajá-los ou mesmo reforçar a imagem que eles têm da marca.

No entanto, quando esses portais são utilizados em um contexto corporativo, não é só uma questão de colecionar amigos, avaliações positivas ou sinais de curtir. Quando mal elaborada e gerenciada, a estratégia social pode virar-se contra a empresa, seja devido a danos causados à sua reputação, seja por causa de informações confidenciais vazadas.

Eis os cinco principais fatores com os quais as companhias devem se preocupar ao entrarem no mundo das mídias sociais.

1::Aplicativos
A ascensão das redes sociais está intimamente ligada à revolução da computação móvel, que deu a largada para o rápido desenvolvimento de aplicativos para smartphones. Naturalmente, os funcionários de sua empresa baixam um monte deles, tanto em seu próprio celular quanto no do trabalho, porque, bem, eles podem.

No entanto, alguns programas podem prometer uma coisa e entregar outra. No começo de março, a Google removeu de seu Android Market mais de 60 aplicativos que carregavam códigos maliciosos. Alguns deles eram programados para roubar dados pessoais e repassá-los a um terceiro ou mesmo para destruí-los.

Sim, justamente aquele jogo que prometia ser melhor do que Angry Birds.

2::Engenharia social
Não é de hoje o surgimento de golpistas, mas a Internet se tornou o local favorito de atuação deles. Ela, afinal, facilita a busca por vítimas de coração mole, que possam se simpatizar por causas como... A crise financeira da família real nigeriana.

As redes sociais deixaram a vida dos malandros ainda mais tranquila. E por dois motivos: Primeiro, eles não precisam chutar no vazio, já que as pessoas nunca compartilharam, voluntariamente, tantas informações pessoais como hoje. Segundo, plataformas sociais encorajam os usuários a confiar em pessoas que nem sequer conhecem. Daí é só um passo para que o funcionário caia em um golpe, tenha as senhas roubadas, e consequentemente, perca e-mails confidenciais enviados pela empresa.

3::Redes sociais
Às vezes os hackers vão diretamente à fonte, injetando códigos maliciosos na própria rede social, seja numa propaganda, seja a partir de um aplicativo.

No Twitter, links encurtados – muito populares no serviço por conta da limitação de 140 caracteres por mensagem – costumam ser usados para enganar internautas, que podem ter seus computadores invadidos ao clicarem onde não deviam. Essa rede social favorece tal método, pois uma mensagem é facilmente replicada, chegando a inúmeros membros.

4::Os funcionários
Você sabia que chegaríamos a isso. Mesmo os funcionários mais responsáveis têm lapsos, agem sem pensar ou julgam precipitadamente. Ninguém é perfeito o tempo inteiro.

A questão é que lidar com um comentário infeliz no escritório é uma coisa; tentar contorná-lo quando feito pela rede social é outra coisa. Exemplos não faltam, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Veja por exemplo o caso de James Andrews, então vice-presidente de relações públicas da agência de marketing Ketchum. Há dois anos, ele enviou um inflamado tuite, difamando a cidade de Memphis, no Tennessee. No dia seguinte, faria uma palestra no local, já que um dos clientes da empresa era ninguém mais ninguém menos que a FedEx, cuja sede fica lá.

Os empregados, irritados, questionaram a companhia, pedindo um esclarecimento de porquê ela estaria pagando tal agência nova-iorquina enquanto eles tinham de acatar um corte de 5% no salário. James Andrews teve de pedir desculpas publicamente, enquanto torcia para não ser demitido.

Observem que o incidente não se deu com um funcionário inconsciente da missão da empresa, mas com um executivo de alto escalão. Ele prejudicou a imagem da empresa e ainda fez com que ela perdesse uma conta importante. Agora, se Andrews foi capaz disso, imagine um empregado sem treinamento, ou mesmo insatisfeito com suas funções.

5::Falta de política para mídias sociais
Essa é para os chefes. Sem uma política para mídias sociais, a empresa está sujeita a enfrentar uma crise a qualquer momento. Não se pode pedir aos funcionários, simplesmente, que eles representem dignamente a companhia na Internet. É preciso detalhar objetivos, parâmetros e limites.

Os dois principais pontos: Especifique quem está autorizado a agir em nome da empresa e o que se pode dizer. Seja claro, e evite que funcionários decidam por conta própria, pois, em geral, é a partir daí que coisas ruins acontecem.

Por fim, não esqueça que as corporações devem treinar os empregados para que eles tenham conhecimento da política utilizada para as redes sociais. E uma pessoa para coordenar a atuação da empresas nesses portais também é recomendada: Um gerente de mídia sociais.

(Chris Nerney)
 
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