20 de abril de 2012

20 logotipos com significados secretos

Alguns designers criaram logos com sutis detalhes guardados nos desenhos. Confira 20 deles!

O logo do FedEX tem uma seta escondida entre as letras “E” e “X”. Isso simboliza a agilidade na entrega das encomendas.
Parece apenas uma logo moderninha, mas tem um significado. O “V” e o “A” simbolizam um sinal analógico e as outras duas representam os números 1 e 0 (sistema binário).

Berna, na Suíca, é conhecida pelas altas montanhas, assim como é chamada de “A cidade dos ursos”. Perceba que existe uma silhueta de um urso na montanha.

Barkin Robbins oferece 31 sabores de sorvete. Logo, o número 31 está escondido nas letras iniciais da marca.

Este logo foi inteiramente criado com o número 8, acompanhando o nome da empresa.

Várias referências neste logo. Observe que o símbolo dentro do círculo forma as letras “N” e “W”, de Northwest. O triângulo vermelho também aponta para o noroeste (Northwest, novamente).
A seta amarela não parece apenas um emoticon. Ela também sugere que você pode comprar tudo de “A” a “Z”.

Aqui foi representado um código binário para o nome. Linha superior: 1010000 e na parte inferior: 0.010.100.



Aqui você acompanha um maravilhoso trabalho de simetria e ordem. O logo é formado pelas letras “U” e “N”. Se você prestar atenção, verá surgir a palavra SUN.


As letras “TiT” são duas pessoas desfrutando comida mexicana numa mesa.

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Muita gente não percebe o número 1 oculto entre a letra F e as linhas de velocidade.


No logo da Elefont, você pode perceber uma tromba no espaço negativo.




As cores do logo da NBC simbolizam as 6 diferentes divisões da empresa. Uma cabeça é visível no centro delas, formando um pavão.



Carrefour é um dos maiores varejistas europeus, e em francês significa “cruzamento”. O logo simboliza esta palavra através de duas setas opostas. Ao centro, você percebe a letra “C” no espaço negativo.



A Unilever produz milhares de produtos diferentes, portanto, a letra “U” é composta por símbolos que representam todos estes produtos e o que eles significam para seus consumidores.

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Este logo foi criado para um jogo de quebra-cabeças chamado “Cluenatic”. Perceba que a figura é composta pelas letras “C”, “L”, “U” e “E”, como se fossem um labirinto.


Families é uma revista. As letras “ili” juntas formam uma família.



À primeira vista, este logo parece um mapa da África, mas se você olhar bem, vai ver duas pessoas se olhando.

O nome da empresa é “Elettrodomestici – Home Appliances”, ou “ED”. Logo, os designers resolveram adotar as duas letras (“E” e “D”), além de criar uma tomada.

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Este é um logo conceitual. Ele mostra um jogador de golfe no momento de uma jogada, e ao mesmo tempo um capacete de guerreiro spartano.




Fonte: Buzz Feed

19 de abril de 2012

Facebook lidera no Brasil durante fim de semana

Dados da Experian Hitwise reforçam crescimento da rede social no País

O Facebook foi o site mais acessado no Brasil durante o último fim de semana, segundo dados da Experian Hitwise. A rede social teve 10,86% de todas as visitas a sites no sábado (14) e 10,98% no domingo (15). O Google Brasil ficou em segundo, com 10,85% e 10,55%, respectivamente.
Os dados da Hitwise mostram uma tendência: o Facebook à frente do Google nos finais de semana. A primeira vez que isso ocorreu foi no dia 1º de abril deste mês, um domingo. Depois disso, o Facebook também passou o Google nos dias 06/04 (Sexta-feira Santa) e 08/04 (Domingo de Páscoa). Com isso, são ao todo cinco dias em que a rede social foi o site mais acessado do País.
Dados da Hitwise confirmam avanço do Facebook no Brasil
Líder disparado em redes sociais em todo o mundo, o Facebook cresceu fortemente no Brasil em 2011 e mantém o ritmo em 2012. No fim de 2011, o Facebook passou o Orkut no Brasil. Recentemente, o Facebook anunciou seu plano de oferecer ações na bolsa de valores e comprou a empresa responsável pelo aplicativo Instagram.

13 de abril de 2012

Inovação na Campanha Publicitária da Coca- Cola.


Coca-Cola muda o nome impresso na sua garrafa após 125 anos

Gigante americana adotou nomes populares da Austrália em suas garrafas para atingir público jovem









Uma recente campanha da Coca-Cola está dando o que falar na Austrália e no restante do mundo. Depois de 125 anos, a gigante americana resolveu ousar e rebatizou suas embalagens com os 150 nomes mais populares do país. Isso porque a empresa precisava reagir aos dados de uma pesquisa que apontava que 50% dos adolescentes e jovens adultos não tinham consumido a bebida em um mês. A ideia da marca foi convidar os australianos a compartilhar uma Coca-Cola com uma pessoa que tivesse o nome impresso na garrafa, como uma maneira de incentivar o contato real. A campanha também ganhou repercussão nas redes sociais, principalmente no Facebook. Ainda não há informações se a campanha será feita em outros países.


Em 2007 o Banco do Brasil também não mediu esforços para estar mais próximo de seus correntistas e até não clientes e trocou o nome da fachada de 300 agências em dez estados para “Banco da Maria”, “Banco do José”, “Banco do João”, etc. O cliente que acessava o portal da instituição também era surpreendido com seu nome no logotipo do BB.






Fonte: Portal Uai

9 de abril de 2012

Facebook adquire rede social para fotos Instagram por US$ 1 billhão

Mark Zuckerberg, diretor-executivo do Facebook, anunciou nesta segunda-feira (9) que a rede adquiriu o Instagram, aplicativo para smartphones que funciona também como uma rede social de imagens. O valor não foi divulgado por Zuckerberg, mas em comunicado oficial a companhia informou que desembolsou US$ 1 bilhão na operação. Recentemente, fundos de investimento estimaram que o Instagram teria valor de mercado de cerca de US$ 500 milhões. 
O Instagram é um aplicativo disponível apenas para dispositivos móveis e que aplica efeitos em imagens clicadas pelas câmeras destes aparelhos. Fundado em 2011, o serviço inicialmente só funcionava em smartphones iPhone. Recentemente, a companhia lançou uma versão para o sistema operacional Android.
Apesar da aquisição, nem Zuckerberg ou mesmo a equipe do Instagram revelaram se haverá mudanças significativas no serviço. A única certeza é que o Instagram continuará integrado com outras redes sociais.
Imagem estilizada pelo aplicativo Instagram
“Nós achamos que o fato de o Instagram conectar-se com outros serviços é uma parte importante da experiência. Nós planejamos manter estes recursos e a habilidade de postar em outras rede sociais e até mesmo de não compartilhar suas imagens no Facebook, se você quiser”, disse Mark Zuckerberg, em anúncio sobre a aquisição em seu perfil no Facebook (clique aqui para ler o pronunciamento de Zuckerberg, em inglês, sobre a aquisição).
O Facebook, ainda no comunicado oficial, informou que a transação deverá ser concluída no final deste trimestre.
Por parte do Instagram, Kevin Systrom, um dos fundadores do serviço ao lado do brasileiro Mike Krieger, disse que continuará o desenvolvimento de novas funcionalidades e que o serviço não acabará. “Nós iremos trabalhar com o Facebook para desenvolver o Instagram e criar uma rede. Nós continuaremos adicionando novos recursos ao produto e a achando novas maneiras de criar uma melhor experiência em tirar fotos em dispositivos móveis."
Atualmente, o Instagram conta com mais de 30 milhões de usuário ao redor do mundo e não tem um modelo de negócio definido, ou seja, o aplicativo é disponibilizado gratuitamente e não há, até o momento, formas de lucrar com o serviço. Em entrevista ao UOL, o brasileiro Mike Krieger, cofundador do serviço, informou que ainda planejam como fazer do Instagram um negócio lucrativo. “Estamos pensando bastante em como ganhar dinheiro com o Instagram, mas ainda não anunciamos nada”, disse.
 Do UOL, em São Paulo

3 de abril de 2012

Coca-Cola lança garrafa que cabe no bolso



A Coca-Cola lança um novo formato pela primeira vez em 19 anos para o mercado do Reino Unido. As garrafas “Pocket Size” são feitas para caber no bolso e têm 375ml. A novidade estará disponível para a Coca-Cola, a Diet Coke e a Coca Zero.
A última inovação no tamanho de embalagens realizada pela empresa foi em 1993, com as garrafas de 500ml. O lançamento foi baseado em uma pesquisa de três meses que revelou que os consumidores queriam outra variação, entre 330ml e 500ml. Os novos formatos serão feitos com o material da PlantBottle, que utiliza 20% menos PET que as versões anteriores e reduz em cerca de 20% as emissões de dióxido de carbono.

Fonte: Revista Exame

2 de abril de 2012

Ashton Kutcher interpretará Steve Jobs no cinema, diz site



O ator americano Ashton Kutcher vai interpretar o papel do empresário Steve Jobs, co-fundador da Apple, em um longa para o cinema. As informações são do site da publicação "Variety", especializada na cobertura cinematográfica.
"Jobs" será dirigido por Joshua Michael Stern, com roteiro escrito por Matt Whiteley. A trama acompanhará a vida do executivo, morto no ano passado, desde sua juventude envolvida na contra-cultura até a criação da Apple.
Atualmente, Kutcher trabalha como protagonista da série "Two and a Half Men". Em sua primeira temporada a frente da série, o ator faturou um salário de US$ 700 mil por episódio.

30 de março de 2012

O Google sabe o que você fez na noite passada


Quer saber quantas mensagens você enviou e recebeu no Gmail, quantas buscas fez no Google e quantas horas passou com o browser aberto? Uma nova opção no gerenciamento de contas do Google permite obter um relatório detalhado sobre as atividades do usuário.
Para ver o relatório, é preciso ativá-lo na página de configuração de contas do Google. O sistema, então, registra as atividades e emite um boletim mensal. Um e-mail opcional avisa quando uma nova edição fica disponível. Para que isso funcione, é preciso que o usuário tenha feito login no Google com seu nome e sua senha. O acesso ao relatório é protegido por essa mesma senha.
Por enquanto, o boletim inclui buscas, e-mail e check-ins feitos por meio do Google Latitude. Além dos números, há informações sobre como cada item variou. É possível descobrir, por exemplo, que o volume de mensagens recebidas no Gmail cresceu 10% em relação ao mês anterior. Por enquanto, não há dados sobre serviços como Picasa, YouTube ou Google Plus.
Andreas Tuerk, gerente de produto do Google, diz, no blog da empresa, que o plano é ir incorporando mais serviços ao relatório com o tempo. Tuerk observa que examinar o relatório pode ser uma maneira de se prevenir contra uma possível invasão da conta. Se houver registro de um check-in no Cazaquistão, por exemplo, num dia em que a pessoa não saiu do Brasil, esse é um indício óbvio de que a conta foi violada.
O usuário poderia, nesse caso, trocar sua senha e adotar um modo mais seguro de autenticação, com dupla verificação. Essa opção faz com que, para fazer o login no Google, seja preciso digitar, além da senha, um código que é enviado via SMS ou mensagem de voz. O código também pode ser obtido por meio de um aplicativo para smartphone, o Google Authenticator, disponível para iPhone e Android
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Fonte: info.abril.com.br

14 de março de 2012

A identidade Canopus




Como vocês devem ter percebido, já há algumas semanas vimos gradativamente alterando a identidade visual da agência. A nova marca da Canopus vem transmitir a modernidade e a revitalização de uma empresa consolidada em seus quinze anos de atividade, completados agora em 2012. A Canopus sempre foi uma agência visionária, que, na contramão de tantas, apostou no comportamento do público atrelado à tecnologia, inerente ao tipos de ferramentas disponíveis no mercado.

Canopus vista da Estação Espacial Internacional.

E é com essa bagagem que nós da Canopus, na busca pelo aperfeiçoamento e aprendizado contínuo temos a oferecer aos clientes soluções, acompanhamento e suporte para resultados em comunicação integrada e web 2.0. Hoje somos mais que uma agência de publicidade: somos coletivo de comunicação, soma de talentos, fractais aglutinados.
Cliente Canopus é parte desse coletivo. Aqui, quem tem que brilhar é sua empresa.

Estrela Guia

Canopus é o nome de uma estrela de primeira grandeza da constelação Carina.  Como é cerca de 20.000 vezes mais brilhante que o Sol.Canopus é a "estrela mais brilhante no céu".  Para os antigos que viviam o no hemisfério norte, mas a uma distância suficiente para ver a estrela, ela serviu para indicar a posição do Pólo Sul. Isto naturalmente até que a bússola surgisse e se tornasse de uso comum.

Nos tempos modernos, foi achado outro uso de navegação para ela. Devido a seu brilho e posição fora do plano orbital de nosso sistema solar (o último ser em contraste a posição de Sírio), Canopus é frequentemente utilizada pelas sondas espaciais americanas para fins de navegação, usando uma câmera especial conhecida como uma "Canopus Star Tracker" em conjunto com uma "Sun Tracker".




O nome Canopus
O nome "Canopus" tem duas derivações comuns, ambas listadas na mitologia: uma das versões vem da lenda da Guerra de Tróia. Como a constelação Carina fazia parte da gigantesca constelação de Argo Navis, que representava o navio utilizado por Jasão e os Argonautas, à estrela mais brilhante da constelação foi dado o nome do piloto do navio da lenda grega — Canopus foi o piloto do navio de Menelau em sua expedição para reaver Helena de Tróia depois dela ter sido levada por Páris.

A outra etimologia do nome é que ele teria vindo do copta egípcio Kahi Nub ("Terra dourada"), referindo-se a cor avermelhada como ela aparecia no horizonte do Egito. Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus, que aparentemente deve ter recebido o nome da estrela, localizado na foz do Nilo; onde ocorreu a Batalha do Nilo.

Ou poderia ser que o piloto, do lendário rei espartano Menelau, recebeu este nome devido ao porto, e o porto tenha se chamado "Chão dourado" devido às valiosas cargas que passaram por ele e seu cais e os lucros conseguidos lá por seus comerciantes.

1 de março de 2012

Big Brother Google

Sob protestos, Google introduz nova "política de privacidade" e cria identificação única de usuários

Marion Strecker
Do UOL, em San Francisco

Destaque dado pelo Google na véspera da mudança se limitou a link minúsculo em área obscura

Destaque dado pelo Google na véspera da mudança se limitou a link minúsculo em área obscura

Sob protestos, o Google faz valer a partir de hoje sua nova "política de privacidade". O assunto é candente, já que o Google é possivelmente a empresa que mais coleta, armazena e processa informações no mundo, além de estar em primeiro lugar de audiência na internet nos EUA e em muitos outros países, com seu amplo conjunto de serviços.

Leia também: Google explica sua política

A empresa decidiu reunir sob uma mesma política cerca de 60 produtos diferentes. Na prática, vai fazer o que nem o governo federal norte-americano conseguiu: criar um identificador único para cada usuário, com o máximo de informações pessoais que puder coletar.

Larry Page, o co-fundador e principal executivo do Google, recebeu semana passada uma carta assinada por 39 procuradores federais. A carta afirma que a nova política "invade a privacidade do consumidor ao compartilhar informações pessoais automaticamente em outros serviços, quando o usuário insere a informação em um serviço específico".

Questionado pelo UOL se haveria alguma mudança na política prevista para começar neste 1o. de março, um porta-voz do Google respondeu que não. Disse também que essa nova política vem sendo ”amplamente” divulgada desde 24 de janeiro. (Leia aqui a íntegra da entrevista com um porta-voz do Google).

Privacidade em xeque

Os Estados Unidos vivem um período de grande preocupação com a privacidade online, dadas as recentes e surpreendentes descobertas de quantos dados pessoais certas empresas coletam, sem o cliente saber. O Google não é o único alvo das críticas. A Apple, entre outras, também está sob pressão pelas muitas falhas descobertas no seu processo de aprovação de aplicativos para iPhone e iPad.

As críticas vêm de todos os lados: do presidente dos EUA, Barack Obama, da Federal Trade Commission, do Departamento do Comércio, de várias instâncias do Poder Judiciário, de entidades de defesa do consumidor e de grupos de advogados. Vêm ainda de fora do país, em particular da Europa, tradicionalmente mais ciosa nessa questão.

Esta semana, a Comissão Nacional para Computação e Liberdades Civis da França se manifestou, dizendo que a nova política do Google não se enquadra nos padrões de proteção de dados da Europa e pediu o adiamento da implantação. A resposta do Google foi não.

Os sete direitos digitais

Num discurso, na semana passada, o presidente Barack Obama havia dito que "os consumidores americanos não podem esperar mais para ter regras claras que assegurem que suas informações pessoais estejam seguras online".

O governo Obama acaba de concluir um estudo de dois anos sobre como regular a coleta online de dados dos consumidores. O governo estabeleceu uma lista de sete direitos básicos que gostaria de ver assegurados aos cidadãos americanos. O governo também pressiona o Congresso a aprovar rapidamente uma lei de direito à privacidade.

Enquanto isto as grandes empresas de internet engordam suas equipes de advogados e lobistas, se unem para desenvolver sua própria autorregulamentação e tentam convencer o público que qualquer lei é nociva à liberdade geral. Na realidade, elas estão preocupadas em preservar sua própria liberdade de continuar criando e faturando, sem a transparência devida.

Essa não é uma opinião pessoal. É apenas uma constatação que parece consensual nos Estados Unidos hoje, exceto dentro da indústria da internet.

Minoria lê termos de uso

Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia em Berkeley em 2006 constatou que apenas 1,4% das pessoas tem o hábito de ler regular e inteiramente as regras de uso de serviços online, textos geralmente longos e em letras miúdas, às vezes incompreensíveis para um leigo.

Isto significa que os 98,6% realmente não sabem quanta informação pessoal estão fornecendo para terceiros ao usar os seus serviços, muito menos como essas informações poderão ser usadas.

Uma pesquisa na Grã-Bretanha divulgada no último dia 28 pelo Big Brother Watch (www.bigbrotherwatch.org.uk) revelou que 9 entre cada 10 usuários do Google não leram a nova política. Revelou ainda que 47% das pessoas que usam regularmente serviços do Google não fazem ideia da mudança na política de privacidade.

O destaque dado pelo Google na véspera da mudança se limitou a um minúsculo link em vermelho, no pé da página inicial da busca, uma área que praticamente ninguém costuma olhar.

Muitas pessoas também não sabem que informações podem ser coletadas de seus computadores e telefones sem que elas tenham autorizado nada. Não quero fazer terrorismo, mas isto é um fato. Nos últimos meses, várias empresas tiveram de se desculpar ou mudaram de procedimento por conta desse tipo de prática, depois de vir a público que estavam copiando as agendas do celular dos clientes ou suas fotos, para citar os casos mais recentes.

O raio-x da questão

Afinal, o que o Google coleta e por que devemos nos preocupar com isso? E o que muda com a nova política?

O Google coleta muita, muita coisa. Mesmo que você jamais tenha dado seu nome ou e-mail para o Google, seu computador certamente está identificado e, no mínimo, suas atividades de busca no Google e sua navegação em sites do Google ou em sites que são parceiros de publicidade do Google estão sendo monitoradas. Exceto se você tiver se preocupado em reprogramar seu software de navegação para não aceitar "cookies".

Os velhos "cookies", que são pequenos códigos de programação inseridos no seu navegador (browser) enquanto você visita páginas na internet, são uma forma de monitorar as atividades de uma pessoa sem que ela perceba. Podem ser usados para o bem, como por exemplo para evitar que a pessoa tenha de fazer repetidos logins para usar um serviço, por exemplo.

Um grande número de empresas de internet usa "cookies" para obter estatísticas que vão afinar os seus serviços.
Mas "cookies" podem e são usados para outras coisas não previamente informadas aos navegantes, como para publicar propaganda "personalizada", por exemplo daquele produto que você andou pesquisando online. Você pode achar isso legal ou não.

Na semana passada, o Digital Advertising Alliance, que representa 400 empresas, enfim apoiou a proposta política e tecnológica chamada "Do Not Track" (http://donottrack.us), literalmente "Não Rastreie", e disse que "desejam alcançar entendimento com fabricantes de browsers para ter a solução de um só clique", defendida pelo governo Obama, "em cerca de nove meses". A prática da indústria sempre foi o chamado opt-out, isto é, permitir ao consumidor deixar de ser rastreado apenas depois que ele descobrisse que estava sendo e descobrisse também como deixar de ser.

Um login para todos acionar

Mas o Google vai muito além dos "cookies". Agora eles pretendem usar o nome que você colocou na sua conta Google em todos os serviços que requerem uma conta no Google. Ou seja, vão substituir antigos nomes ou apelidos que você usou pelo seu nome principal. E sua foto provavelmente estará lá, se você foi um dos que entraram no Google+ de junho para cá.

Notei que o Google+, feito para concorrer com o Facebook, facilita muito a publicação de fotos, por exemplo, mas não oferece recurso para se apagar algo ali. É apagar tudo ou nada.

Aqui vão mais exemplos do que o Google pode coletar:

1) Detalhes de como cada um usa seus serviços, a começar pelas buscas feitas no Google
2) Informações do seu celular, como seu número telefônico, o número das pessoas com quem você andou falando, dia, hora e duração de chamadas
3) Endereço IP (Internet Protocol Address), aquele número que se ganha quando se conecta à internet
4) Tipo de computador e navegador usados, idioma, atividades e erros ocorridos no seu computador e a que URLs (endereços de internet) eles se referem
5) Sua localização atual via sinais de GPS ou via sensores do seu equipamento que se conecta a redes Wi-Fi e/ou torres de celular.

Para os poucos que têm paciência e tempo de ler esse tipo de documento, como a nova política de privacidade do Google, está lá isso tudo.

Mas nas palavras do presidente do conselho de administração do empresa, Eric Schmidt, "quem tentar restringir a internet vai falhar". Num discurso em Barcelona no congresso Mobile World, esta semana, ele fez a defesa da "liberdade" na internet não apenas contra legislações nacionais, mas também contra a ONU. O Velho Oeste parece ter voltado a ser… o Velho Oeste!

"A internet é como água: vai achar o seu caminho", disse Eric Schmidt. Acho que ele tem toda a razão. Ainda mais nesta época em que "hackear" é sinônimo de ser inteligente e esperto, como de fato é. Mas o mesmo argumento vale para quem defende o direito à privacidade: que a sociedade ache o seu caminho como a água, sem que a internet trate o público como gado, massa de manobra ou como ignorante.